11 Novembro 2009

Confissão

Quererá isto dizer que a utilização de "sacos azuis" é comum no CDS? Não acredito...

04 Novembro 2009

Entretanto, em Fernão Ferro

Por ser imperativo a divulgação das atitudes do PSD, PS e BE na freguesia de Fernão Ferro, concelho do Seixal, que envolvem tentativas de fraude, ameaças, obstrução à democracia e vontade eleitoral, entre outras atitudes atamente prestigiantes para quem as pratica, aconselho a visita aos blogs Seixal Sim e O Flamingo.

E porque não...

...um Referendo sobre o Referendo ao casamento homossexual? Se o objectivo for, como parece, aproveitar este tema ao máximo para desviar as atenções de questões realmente políticas, e não de questões do foro íntimo e pessoal, essa seria a melhor opção.

09 Outubro 2009

Os verdadeiros vencedores

O novo governo de Sócrates ainda não tomou posse e já há quem esteja a ganhar:

Mota-Engil engorda 121 milhões esta semana

05 Outubro 2009

Canção do Seixal

19 Setembro 2009

Esquerda de Confiança

Por princípio acredito que a posição política revolucionária não tira grandes vantagens ao enfatizar certo tipo de contradições de membros da classe política burguesa, até porque estas são uma componente da sua essência.
O caso do BE é contudo diferente porque vai sendo tempo de desmascarar uma força política que se apresenta, e é apresentada, como progressista, de esquerda e popular. Que diz estar ao lado dos trabalhadores e das camadas exploradas. De facto, por trás desta fachada simpática, descontraída e jovial está uma realidade bem diferente, à qual a hipocrisia, dissimulação e o disfarce aliados a uma promoção incessante pela comunicação social garantiram relativo sucesso eleitoral e alguma capacidade de boicote de algumas lutas do povo e dos trabalhadores portugueses.
Não podemos esquecer a posição e origem social da maioria dos seus dirigentes e da sua base social de apoio, as pequenas histórias de traição e hipocrisia que todos os que lutam diariamente por uma vida melhor conhecem ou a promoção descarada e sintomática que lhes é abonada diariamente pela comunicação social capitalista.
Contudo, hoje a questão do Plano Poupança-Reforma do Louçã tem de ser denunciada. A desorientação das figuras afectas ao BE na blogosfera é notória e vimos pela primeira vez o eloquente Francisco Louçã a gaguejar quando nos falava carinhosamente no seu PPR. De facto Louçã, Portas e Rosas têm direito a ter PPR’s como qualquer burguês, assim como Ana Drago e Joana Amaral Dias podem comprar as acções que quiserem. Isto poderia levar-nos a denunciar que a origem social dos dirigentes de um partido de esquerda não pode ser a que estes cinco exemplares, por exemplo, têm. Os trabalhadores e o povo não precisarão da benevolência destes filhos de latifundiários e membros da pequena burguesia para se emanciparem. Mas isto fica para a próxima. Vejamos o que diz o Programa do BE:

“O crescimento do sector financeiro é também o outro lado das políticas de esvaziamento da provisão pública: por exemplo, ao atrofiamento da acção social escolar, do Serviço Nacional de Saúde e da Segurança Social pública correspondem a promoção de empréstimos bancários aos estudantes do ensino superior, de seguros de saúde e de planos poupança reforma.”

A questão não está naquilo que o BE lá defende para os PPR’s (Devem ser eliminados integralmente todos os incentivos fiscais aos produtos privados de poupança para a reforma ou às despesas em educação ou de saúde, nas áreas em que haja oferta pública), mas sim na análise, justa de resto, em que é denunciado o carácter anti-social do investimento nos PPR´s. Não estou minimamente preocupado ou interessado com a credibilidade e coerência cosméticas do BE, mas é fundamental denunciar estas situações. Não porque considere muito significativa em termos numéricos, e ainda menos em termos sociais e de agitação, aqueles que estariam indecisos entre votar no BE ou na CDU mas porque a comunicação social e o próprio BE, cada vez mais, tentam fazer uma aproximação, cosmética como tudo neles claro está, com as posições verdadeiramente progressistas e democráticas da CDU, sempre com o intuito de boicotar a luta do povo português.

29 Agosto 2009

Agora é que é a valer...

Quando as empresas privadas assumem o interesse numa determinada política, de forma frontal, sem recorrer aos inúmeros expedientes ao seu serviço, temos uma prova que essas políticas não servem a maioria da população mas sim o grande capital.
O Tratado, dito, de Lisboa não precisava dessas manifestações para evidenciar que se trata de mais um passo no sentido antissocial, de privatização não só da economia mas também da vida pública e social, de um aprofundamento do carácter retrógrado da União Europeia. Ainda assim devemos realçar o alvoroço e generosidade financeira de empresas como a Ryanair e a Intel ao apoiar o voto positivo no segundo referendo na República da Irlanda relativo ao Tratado de Lisboa (quando os outros países não tiveram nenhum referendo).
Por mim prefiro esta União de povos, de todo o Mundo:

23 Julho 2009

Vamos a contar mentiras, tralará

Com a campanha eleitoral à porta, vem mesmo a calhar:

27 Junho 2009

Vale tudo

Depois de tanto se falar de “estalinismo”, tantas mistificações e acusações, parece que os proprietários da Sumol se começam a assumir como estalinistas…
Eventualmente, a utilização das imagens de Estaline e Marx, no meio de estrelas e bandeiras vermelhas e apelos ao “alternativismo”, nas campanhas publicitárias da Sumol poderia ter como intenção ser giro e engraçado. No entanto não vejo piada nenhuma.

O papel histórico, pensamento e acções daquelas duas personalidades foram dos mais distorcidos em toda a História, e agora a Sumol acha que os pode usar para vender sumos.

A mim irrita-me um bocadinho...



24 Junho 2009

24 de Junho de 1945

22 Junho 2009

A propósito da entrevista do Avante!

“No somos una secta ni un grupo escogido de conspiradores. Nacemos de la clase obrera y el pueblo, somos, pues, hombres sencillos y alegres, amamos el pan y el vino, la alegría de vivir, las mujeres y los niños, la paz y la mano cordial del amigo, la guitarra y los cantos, las estrellas y las flores. No somos iracundos ni desarraigados, ni gente que pretende meter la vida en los zapatos estrechos de la ideología, como hacían con sus pies las antiguas mujeres chinas. Marx, nuestro maestro, recogió e hizo suya la frase de Terencio: ‘nada de lo humano me es ajeno’. Pero por eso mismo comprendemos al gran Lenin, el más humano de los hombres, que amaba la appassionata de Beethoven, pero con firmeza condujo la nave de la revolución y era inquebrantable frente al enemigo. Por eso mismo también, amamos el oscuro heroísmo del trabajo revolucionario de todos los días, y no tememos por eso el otro trabajo, cuando toca, de vencer la tortura, las balas o la muerte”.

Palavras de de Rodney Arismendy na recepção a Marcos Ana

20 Junho 2009

Elogios

Todos gostamos de ser elogiados, mas há elogios que pessoalmente dispensava. Aliás quanto pior impressão tiverem certo tipo de pessoas de nós, melhor. Mas alguns elogios servem para demonstrar o que são na realidade certas pessoas e de que lado estão. É o que se passa com a opinião de Emídio Rangel em relação a António Chora. O melhor é ler para ficarmos a perceber, aqueles que ainda não sabiam, quem é o "sindicalista" modelo dos patrões:


De quando em vez há pessoas que me conseguem reconciliar com o Mundo (o mundo português) pela invulgaridade das suas intervenções, pela coerência dos seus propósitos, pela inteligência das suas acções. António Chora é uma dessas pessoas. Não o conheço pessoalmente, mas gostava, pelo muito que aprendi a considerá-lo na luta que trava na Autoeuropa à frente da Comissão de Trabalhadores.
Uma luta sempre no fio da navalha. De um lado a administração alemã que sabe que emprega 3000 pessoas directamente e que dinamiza mais de 8000 empregos indirectos. Do outro, os trabalhadores da empresa cientes dos seus méritos e da sua determinação. António Chora, com uma enorme lucidez e serenidade, fez recuar os anacrónicos sindicatos que temos no País e, como líder da Comissão de Trabalhadores, tem conseguido travar as reivindicações sem nexo.
António Chora tem sido sempre bem-sucedido provando à saciedade que a defesa dos interesses dos trabalhadores pode ser conciliada com a salvaguarda dos objectivos e propósitos da entidade empregadora, sem cartas na manga, sem hipocrisia, sem mentira, sem demagogia, sem jogos esdrúxulos. Desta vez, porém, António Chora foi ‘traído’.
Houve um pré-acordo entre a comissão de trabalhadores e a administração que ultrapassava todos os impasses na fábrica de Palmela. Esse pré-acordo estabelecia a redução do pagamento do trabalho extraordinário em seis sábados por ano. Levado a uma votação geral dos trabalhadores o pré-acordo foi chumbado.
Quem empurrou os trabalhadores para esse precipício? António Chora não foi. Ele disse, com imensa sabedoria, que os trabalhadores confundiram as propostas de mais flexibilidade laboral com perda de direitos adquiridos. Por força disso, acabaram as negociações e a administração vai ditar a sua sentença que pode ir do ‘lay-off’ à deslocalização da empresa.
Quase certo é também o despedimento de 250 funcionários contratados a prazo. Irresponsavelmente, a CGTP considerou acertada a decisão de chumbar o pré--acordo. Na próxima semana, a administração anunciará as medidas que vai tomar. Confesso que estou pessimista. Oxalá os trabalhadores não chorem. Nestas crises só o bom senso pode resolver as questões. O caminho escolhido foi outro. É preciso que cada um assuma as suas responsabilidades. A si, meu caro António Chora, que pena não ser você o líder da CGTP/Intersindical. Nessa central, ninguém aprendeu nada consigo e com a luta inteligente que travou até aqui.


De registar o desejo de Rangel de ter Chora como "líder" da CGTP...

14 Junho 2009

Uma de muitas versões...



Aqueles que não morrem.

13 Junho 2009

Ainda se fosse para o Dias Loureiro ganhar mais uns trocos...

... o nosso Presidente não teria tido problemas em ratificar a alteração à lei de financiamento dos partidos. Como não acredito que Cavaco Silva seja analfabeto e que não houvesse ninguém que lhe explicasse o que significavam as alterações só posso admitir que decidiu embarcar na campanha de desinformação acerca da lei do financimento, atitude pouco expectável de um Presidente, mesmo este. Vitor Dias tem exposto as mentiras e fabulações criadas em volta desta questão, e tenho de transcrever este trecho do seu último texto sobre a questão:

Entre a alegria interior, a insensibilidade democrática e o medo das conotações vão quase todos ficar calados que nem ratos: afinal é do PCP, da Festa do Avante! e dos comunistas que se trata.
Estou confiante de, apesar de tudo, o PCP não precisará de adoptar a atitude radical de afrontamento que esta situação bem mereceria. Mas quero dizer que, se porventura tal se tornasse necessário e se fosse esse o quadro legal sancionatório, mesmo não tendo quaisquer responsabilidades directivas no meu Partido, eu e certamente muitos mais militantes comunistas estaríamos dispostos a acompanhar na prisão os dirigentes do meu partido. Com muita honra e não menor orgulho e sentido de justiça. E porque, por muitos que o não percebam, estamos a falar de coisas que fazem parte do coração da democracia.


Entretanto o PCP já entregou as contas do ano de 2008 no Tribunal Constitucional e podem ser vistas aqui.

A caridade é amor

Há ideias que julgamos mortas, seja porque os que as professam deixam de o fazer em público seja porque são tão contrárias às nossas que nos parece aberrante que alguém as possa ainda defender. A RTP, televisão pública, transmite um anúncio em que diz estar em curso uma campanha para recolher ajuda para dar a quem necessita, dizendo que o apoio do Estado não pode chegar para tudo, não nos informando contudo quem decretou esta sábia doutrina.
O apelo final pede para todos contribuírem para que “todas as famílias tenham uma refeição por dia” (mais ou menos isto). E assim se demonstra uma das maiores maravilhas da sociedade capitalista (mesmo que tudo isto não passe de uma campanha publicitária, sem ligação à realidade): a existência de famílias (a inclusão do termo “família” também não pode ser inocente, a mim parece-me que são as pessoas que se alimentam, não as famílias) que dependem da boa vontade de outros para terem uma refeição por dia…
Infelizmente as forças do retrocesso social foram e são mais poderosas que as progressistas. Contudo podíamos viver já num tempo em que todos tivessem direito à alimentação sem condicionalismos, como estar dependente da caridade de uma estação de televisão ou daqueles que quiserem contribuir, pertencer a uma família ou estar limitado uma refeição por dia (sim, porque comer muito faz mal…)
Pode ser só o meu mau feitio, mas lá que faz lembrar o poema do Manuel da Fonseca cantado pelo Adriano, isso faz:

«A caridade é amor»
Proclama dona Abastança
Esposa do comendador
Senhor da alta finança.

Família necessitada
A boa senhora acode
Pouco a uns a outros nada
«Dar a todos não se pode.»

Já se deixa ver
Que não pode ser
Quem dá o que tem
Um Dia a pedir vem.

O bem da bolsa lhes sai
E sai caro fazer o bem
Ela dá ele subtrai
Fazem como lhes convém

Ela aos pobres dá uns cobres
Ele incansável lá vai
Com o que tira a quem não tem
Fazendo mais e mais pobres.

Já se deixa ver
Que não pode ser
Dar Sem ter
E ter sem tirar.

Todo o que milhões furtou
Sempre ao bem-fazer foi dado
Pouco custa a quem roubou
Dar pouco a quem foi roubado.

Oh engano sempre novo
De tão estranha caridade
Feita com dinheiro do povo
Ao povo desta cidade.

04 Junho 2009

Mensagem de Saramago relativa às eleições para o PE

01 Junho 2009

Dia da Criança

Já não é a primeira vez que aqui publico filmes que documentam a catástrofe social que se abateu sobre o povo russo, com a queda da URSS. Este vídeo demostra a vida de alguns dos cerca de 1 milhão de crianças russas que vivem nas ruas. Aqueles que vivem bem com esta situação são aqueles que exultaram com o fim da União Soviética e hoje reproduzem mentiras sobre a realidade Soviética, os outros são os que lutam por uma vida melhor para todos, e também os há na Rússia.



30 Maio 2009

...agora é CDU

Aprender o Comunismo

"... toda a juventude que queira passar ao comunismo tem de aprender o comunismo.
Mas esta resposta: aprender o comunismo é demasiado geral. O que devemos escolher entre a soma de conhecimentos gerais para adquirir a ciência do comunismo? Neste campo ameaçam-nos uma série de perigos, que surgem a cada passo, quando se executa mal a tarefa de aprender o comunismo ou se entende de uma forma demasiado unilateral.
À primeira vista, naturalmente, parece que aprender o comunismo é assimilar o conjunto de conhecimentos que se expõem nos manuais, folhetos e obras comunistas. Mas isso seria definir de um modo demasiado grosseiro e insuficiente o estudo do comunismo. Se o estudo do comunismo consistisse unicamente em assimilar o que dizem os trabalhos, livros e folhetos comunistas, isto faria de nós com excessiva facilidade escolásticos ou fanfarrões comunistas, o que nos causaria dano e prejuizo, porque esta gente, depois de ter lido muito e aprendido o que se expõe nos livros e folhetos comunistas, seriam incapazes de coordenar todos estes conhecimentos e trabalhar como exige realmente o comunismo.
Um dos maiores males e calamidades que nos deixou em herança a antiga sociedade capitalista é o completo divórcio entre o livro e a vida prática, pois tinhamos livros em que se expunha tudo de forma perfeita e a maior parte das vezes esses livros não eram mais que uma repugnante e hipócrita mentira, que nos pintava um quadro falso da sociedade capitalista.
Por isso, seria um grande erro limitar-se a assimilar simplesmente a o que dizem os livros do comunismo. Nossos discursos e artigos de agora não são uma simples repetição do que se disse antes sobre o comunismo, pois estão ligados ao nosso trabalho quotidiano, em todos os terrenos. Sem trabalho, sem luta, o conhecimento libresco do comunismo, adquirido em folhetos e obras comunistas, não tem qualquer valor, já que não faria mais que continuar o antigo divórcio entre a teoria e a prática, esse mesmo divórcio que constituia o mais repugnante rasgo da velha sociedade burguesa."

Lenine, Tarefas das Juventudes Comunistas

29 Maio 2009

O Exército Vermelho é o mais forte

24 Maio 2009

A CDU avança, com toda a confiança



Não é possível descrever a grandiosa acção de Protesto, Confiança e Luta, que se realizou ontem em Lisboa. Era preciso estar lá. E estiveram muitos. Oitenta e cinco mil pessoas. Na página da ORL , e da CDU já se podem ver algumas das fotografias.

19 Maio 2009

Quem viu morrer Catarina, não perdoa a quem matou

16 Maio 2009

Leva a luta até ao voto

Quando se diz que os jovens são especialmente afectados pelas políticas de direita deste governo, e dos outros, não é um mero exercício de retórica. Além das medidas que têm prejudicado os jovens no que respeita à educação e ensino superior, acesso à cultura, desporto e lazer, políticas de habitação, legislação laboral, e por ai fora, os jovens portugueses ainda têm mais a agradecer ao Governo PS: o desemprego. Não é surpresa que os jovens são as principais vítimas do desemprego em Portugal. Segundo notícia do DN o desemprego jovem atinge os 20,1%. E há que juntar-lhes os milhares de jovens que têm empregos precários e sem direitos.

Certo é que o PCP, JCP e CDU são as forças que mais consequentemente lutam pelos direitos da juventude e por um melhor futuro para todos. É por isso que é importante levar esta luta até ao voto, votando CDU.


15 Maio 2009

Propaganda antiga, mas actual

10 Maio 2009

Como foi possível?

O El País publicou as imagens do cobarde assassinato de Carlos Palomino, em 11 de Novembro de 2007. Quem quiser pode ver aqui.

09 Maio 2009

Den Pobedy

08 Maio 2009

Aliança de classes

Normalmente não sou apologista de teorias revisionistas mas, posto perante o facto de ver os clientes do BPP a ocuparem o banco, exigindo reaverem o produto da especulação que lhes garantiram, parece ter chegado o momento propício a uma aliança de classes. Os revolucionários ocuparam as instalações reivindicado aquilo que lhes pertence por direito: o produto da exploração do trabalho de outros. Espero que o ministro das Finanças canalize dinheiro dos impostos dos trabalhadores para que o banco possa entregar o capital e o juro aos clientes.
Com o apoio da burguesia especuladora pode-se, finalmente, proceder à Reforma Agrária. Duvido que o poder lançasse o exército ou a GNR, com tanques, helicópteros e metralhadoras em punho para desalojar os trabalhadores, como fez em 1979, por exemplo, matando António Casquinha e José Geraldo. Também os Duques de Lafões não se oporiam à ocupação da Torrebela, e até o homem da enxada a daria de bom grado à cooperativa.
As fábricas e empresas do país podem ser entregues aos trabalhadores, sem a oposição de nenhum dos seus actuais proprietários.
Quem diria que os clientes de uma instituição especuladora acabariam por estar na vanguarda da luta pela socialização dos meios de produção e dos instrumentos financeiros? Agora a vaga é imparável…

04 Maio 2009

Bule, Bule

Nojo!

Volto ao tema das "agressões" ao Vital Moreira, desta vez para dizer que conheço muitos dos que aparecem neste vídeo. São da FCSH (faculdade de ciências sociais e humanas) e se quiserem posso enumerá-los por ordem alfabética, ou então pelo número de militante do Bloco de Esquerda, é que são todos militantes ou aderentes dessa agremiação de provocadores profissionais. Também neste video se pode ver, enquanto o "jornalista" diz que Vital era lembrado do seu passado como militante do PCP, os otários do Mayday a apuparem o dito cujo.

Por outro lado gostava de saber por que razão em nenhuma imagem aparece um único polícia, e por que razão o PS não pede explicações à PSP. Entretanto vão se descobrindo pormenores que trarei aqui, se forem oportunos

03 Maio 2009

Propinas e Bolonha, é tudo uma vergonha

Quando se fala em elitização do Ensino Superior português fala-se de um facto, mas também de um processo. É óbvio que os graus mais elevados do ensino, conhecimento e cultura sempre estiveram reservados às mais elevadas camadas sociais. Desde o tempo de D. Dinis até hoje. Contudo, a Revolução de Abril permitiu que um número considerável de filhos de trabalhadores, que à partida estariam afastados da possibilidade de ter qualquer curso universitário, acedesse ao ES. Não tenho dados concretos, mas julgo não falhar muito se disser que o momento em que o ES foi mais “democrático” em Portugal anda à volta dos anos 80.
Claro que isto contraria um elemento fundamental das formas de controlo social e da perpetuação do sistema económico capitalistas. Além de ser uma afronta para a ideologia burguesa que os seus filhos frequentem as mesmas escolas que filhos e netos de trabalhadores rurais ou operários metalúrgicos. Por isso se assistiu nos anos 90 a um ataque contra essa “porta que Abril abriu” ao povo português, as portas da Universidade.
E o processo continua. Foi, e continua sendo, o regime censitário a que chamam “propinas”. A asfixia financeira, a desvalorização da acção social, o Processo de Bolonha, o RJIES, etc. …
A luta contra este processo é mais difícil, porque ele era já um facto, à partida. Não podemos esperar que membros da classe privilegiada se insurjam contra algo que os beneficia. Não são precisos estudos para mostrar evidências, que estão à frente dos olhos de todos. Ainda assim são úteis para demonstrar pormenores e identificar estratégias e etapas. O estudo que o DN revela hoje é útil nesse sentido.
Segundo o referido estudo, os portugueses são dos europeus que se têm de sujeitar a maior esforço, em relação ao seu rendimento, para frequentar o ES. Ao mesmo tempo o estudo prova que a Acção Social em Portugal não existe. «Os apoios só cobrem 18% dos custos dos alunos que beneficiavam de acção social, contra percentagens que variam entre 20 e 93 por cento em vários países europeus…». Isto sem contar com aqueles que têm absoluta necessidade dela e ficam arredados do acesso, porque além de não chegar para tudo (ou para quase nada), não chega para todos.
«A autora diz mesmo que existe uma "séria deficiência", no que respeita à equidade e à acessibilidade ao sistema de ensino. Não só a maioria dos alunos inquiridos no estudo é de estratos de rendimentos médio (78%) ou médio/alto (12,5%), como "os pais dos universitários têm habilitações significativamente mais elevadas do que o do conjunto da população portuguesa com idade análoga".» Cá está, o ES superior num sistema económico capitalista e numa “democracia” burguesa, não tem outra função que reproduzir as relações sociais pré-existentes, estando reservado aos filhos das famílias mais abastadas e mais instruídas. A ideologia burguesa regurgita diariamente conceitos como o “mérito” ou o “empreendedorismo”. Devem ser filhos da “mão invisível” ou de Deus. Pelo menos são tão fácticos ou exequíveis como estes. E igualmente úteis. O ES não serve para elevar o nível de vida das populações, nem melhorar o país, nem para permitir que aqueles com maiores capacidades intelectuais as desenvolvam de forma adequada, nem contribuir para a produção artística, intelectual, cultural, científica ou técnica da população deste país. Serve, tão só, para perpetuar determinadas relações de produção.
Mais grave ainda, o facto de ser no ES que se desenvolvem as teses historiográficas, sociológicas, filosóficas, antropológicas, políticas, científicas, etc… dominantes, e com capacidade de propagação e execução.
Apesar de ter pessoalmente maior conhecimento da área das ciências humanas, algo que me choca, e que tenho reparado do convívio com camaradas e amigos das ciências ditas exactas, é o conceito de utilidade dado a esse tipo de conhecimento. Não se estuda medicina porque é útil à sociedade, mas sim porque é economicamente rentável. Não se investiga determinada área científica por ser útil à sociedade, mas porque pode dar lucro. E por ai fora. Não é a sociedade e o Homem que estão no centro das preocupações da Universidade burguesa, mas o lucro dos accionistas, a ganância, a venalidade.
O estudo continua dizendo que: «Para esta situação pode ter contribuído o aumento substancial das propinas no ensino público, que subiram 452% numa década, entre 1995 e 2005, para os valores actuais que podem chegar até perto de mil euros anuais.» “Pode ter contribuído” só pode ser uma construção alegórica, se esse foi o principal instrumento do processo de elitização. Mas os responsáveis máximos por isto andam aí, impunes, como MFL ou este ser asqueroso, que há vinte anos defende o aumento das propinas.
Outro papel do ES é o de desmotivação das camadas sociais mais desfavorecidas a procurarem o estudo e conhecimento. Lenine dizia que era importante “Aprender, aprender, sempre” e é obvio que não é preciso frequentar uma universidade para perceber os mecanismos sociais, ou mesmo para ser um grande engenheiro, como foi o camarada Bento Gonçalves. Mas o proletariado partindo de uma posição sempre desfavorável em relação aos detentores dos meios de produção não poderá nunca rivalizar com elas na produção de conhecimentos, por falta de condições efectivas. Isto leva à alienação e ao nihilismo entre as massas trabalhadoras, ou pelo menos ajuda.
É aqui que entra o papel da vanguarda dos trabalhadores. Nunca, jamais, desmoralizar. Aprender sempre. Estudar, divulgar, denunciar, lutar, combater, insurgir-se sempre. Não se deixar dominar pela ideologia dominante, que tece teias indestrutíveis através de lutas parciais e só serão destruídas quando o povo tomar o poder. Aí sim, o ES será para todos. Todos os que tiverem capacidades intelectuais e vontade. Mas será também posto ao serviço de todos, da sociedade e do progresso. Entretanto… a luta continua.

"É normal em democracia"

02 Maio 2009

Provocações

"Se há questões em que a CGTP não passa de uma duplicata do PCP, entre elas conta-se à cabeça a oposição à UE, mesmo quando é evidente que a central sindical põe a obediência partidária à frente da verdade e da objectividade.Acusar o Tratado de Lisboa de "falta de dimensão social" e de "desvalorizar o diálogo social" é pura e simplesmente destituído de fundamento. Pelo contrário, como mostrei aqui, o novo tratado constitui um considerável reforço da dimensão social da UE, incluindo a institucionalização do diálogo social."

"Os sindicatos CGTP da função pública (sempre eles!) querem aumento de vencimentos imediato "para evitar a perda de poder de compra" face ao aumento da inflação.É evidente que a inflação entre nós -- apesar de bem abaixo da média europeia -- vai a subir acima do esperado (embora deva ficar aquém de 3%), devido ao forte aumento do preço do petróleo e dos alimentos importados. O problema é que todos os portugueses estão a perder poder de compra com a inflação. Desta vez até os muito ricos estão a perder milhões com a crise internacional, na bolsa e outras aplicações financeiras.No fim do mês o nosso dinheiro compra um pouco menos de coisas. É como se uma espécie de imposto externo tivesse sido lançado sobre todos nós, transferindo diariamente para o exterior milhões de euros a mais para comprar as mesmas coisas.Por isso, o que afecta a todos não pode ser resolvido oportunisticamente em benefício de alguns à custa dos demais, incluindo os outros trabalhadores, só porque se tem mais poder sindical. Sobretudo quando essa "salvação selectiva" teria de ser paga pelos contribuintes, como sucede com os funcionários públicos."

"À luz dos dados disponíveis, parece-me desproporcionada esta antecipação de Mário Soares, sobre o risco de grande instabilidade social no ano que vem, decorrente do aumento do desemprego."

"Que pretexto é que a CGTP invocará desta vez para rejeitar qualquer compromisso na revisão do Código do Trabalho, apesar das indesmentíveis vantagens que ela traz para os trabalhadores, sobretudo os mais desprotegidos?"

"Defendo a elevação das propinas no ensino superior desde há vinte anos. Desde logo, para dispor de mais recursos financeiros para aumentar as bolsas de estudo e os empréstimos bonificados, em número e valor. Trata-se de aumentar a justiça social no acesso ao ensino superior, diminuindo o actual subsídio aos ricos e aumentando a ajuda a quem precisa."

O que faz que alguém que defende o Tratado de Lisboa, dizendo que este não é neo-liberal, que a CGTP é uma "duplicata" do PCP, que é contra o aumento dos salários da Função Pública, que não vê razões para o descontentamento social, que defende as alterações que o PS fez ao Código do Trabalho e que defende a "elevação das propinas no ensino superior desde há vinte anos" participar na manifestação da CGTP? Estaria à espera de ser recebido como é pelas entidades patronais e grande capital? Ou terá ido à procura do que teve?

01 Maio 2009

Leitura Obrigatória

É de leitura obrigatória o texto do camarada João Valente Aguiar "Nos 160 anos de “Trabalho assalariado e capital”:a compreensão da exploração capitalista".

O cúmulo da sem-vergonha

O candidadato Vital Moreira enganou-se e, em vez de ir à iniciativa da UGT, foi à manifestação da CGTP. Escrevo ainda a "quente" de propósito. Para poder assumir aquilo que escrevo depois, com maior legitimidade.
Os estrategas geniais do PS devem pensar que mandando dois representantes da sua "ala esquerda" à manifestação da CGTP, que no fundo só pode ser contra os governos que entregaram o país ao grande capital e que causam o desemprego, pobreza e dificuldades de milhões de trabalhadores, e contra o sistema capitalista que representam, podem recuperar alguma da sua imagem de "esquerda" que tenta criar desde sempre. Melhor, representantes da política que criou milhões de desempregados vão pedir para lhe darem um empregozinho no Parlamento Europeu, onde poderá ganhar um bom ordenado. O defensor do Código do Trabalho (dos patrões) vai a uma iniciativa dos trabalhadores, com que motivação? Provocação pura. Agora é só cavalgar a onda.
Acho que quando alguém faz respeitar a sua honra, só cumpre o seu dever. Subscrevo inteiramente o que diz o manifestante que fala aos 2:15 minutos neste vídeo.
E agora claro que todos se vão unir num espírito de "solidariedade", e que a comunicação social já tem desculpa para esconder a manifestação e vitimizar mais um agente destas políticas de direita.

O Partido Comunista não nos interessa

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), Francisco Van Zeller, defendeu ao Rádio Clube que “se nenhum partido conseguir vencer com maioria absoluta as próximas eleições legislativas, deverá ser formado um Governo de Bloco Central”.
Para Van Zeller esta é a “solução possível”, já que para enfrentar a crise diz ser necessária uma estabilidade que não encontra nos outros partidos.
“As soluções que são apresentadas pelo Partido Comunista são conhecidas e levam-nos à Coreia do Norte e a Cuba, portanto não nos interessa. O Bloco de Esquerda tem muitas propostas interessantes mas extremamente radicais e não é possível a meio de um crise serem adoptadas”, acrescentou o presidente da CIP que entende ser possível conciliar as posições do PS “com o PSD e, eventualmente, com o CDS”.


Vamos todos ouvir o programa Sábado às 12H00 no Rádio Clube Português, para aprendermos alguma coisa...

29 Abril 2009

Preocupações

Ao que parece Daniel Bessa está preocupado com a “governabilidade” do país, depois das eleições. A notícia da TSF elucida bem sobre as técnicas do capital para manter a posição que detém. O ilustre "economista" diz por exemplo “que isso seja solução para a crise (o aumento de salários e pensões), isso, peço muita desculpa mas acho que não tem realismo nenhum”. Assim pressuponho que a solução para a crise seja a diminuição de salários e pensões, para a qual Bessa já se ofereceu. O "economista" lamenta também que “Começa a ser cada vez menos provável que o PSD ou o próprio PS consigam construir uma solução de governo sozinhos”.
A melhor transcrição é: “Peço desculpa se estou a ser desagradável com alguém mas acho que as suas propostas (PCP e BE) basicamente cavalgam sobre o capital de queixa de muita gente, colocando quem as faz fora do leque da governabilidade”. Em primeiro lugar noto que pede desculpa, pois sabe a barbaridade que vai dizer. Parece que para o ex-ministro PS é ilegítimo os partidos corresponderem às “queixas” da população, mas o melhor é quando afasta os partidos referidos do “leque da governabilidade”. Não sei o que faria Daniel Bessa se estes partidos, porventura, viessem a aceder ao governo, por vontade do povo em eleições. Provavelmente faria como na Moldávia, insurgia-se contra a ditadura e denunciava o genocídio.
Contudo temos de dar o desconto, tendo em conta a plateia. Falava numa iniciativa do BCP.

Volto a citar o Zeca:

Mas não se esquecam do tacho
Que o papá vos garantiu
Ao fazer voto perpétuo
De ir prà puta que o pariu

26 Abril 2009

Os encobertos

Nuno Álvares Pereira é canonizado hoje, seja lá o que isso for. O meu problema com isto é o branqueamento do mito de Nun’Álvares e a dignidade de Estado que o “nosso” Presidente da República quer dar a esta empresa. O mito iniciado pela proto-fascista Cruzada Nun’Álvares não passava de um instrumento ideológico no âmbito da agudíssima luta de classes que vivíamos nas décadas de 10, 20 e 30 do século passado. É no fundo o equivalente às aparições de Fátima, estas fabricadas e utilizadas pelo CADC, de Salazar e Cerejeira. A diferença é que estes eram padres e professores universitários, digamos que mais imaculados, enquanto os outros eram mais trauliteiros. A própria escolha das figuras reflecte o tipo de imagem que se quer fazer passar. Hoje acredito que os principais arautos do mito de Nun’Álvares continuem a ser uma falange da extrema-direita portuguesa, além daquela espécie de Cavaco Silva monárquico e do primo, originários das correntes miguelistas dos monárquicos lusos.
Sinceramente já aborrecem estas manifestações de branqueamento do Fascismo. Foi o Largo Salazar, é o Jaime Neves, é o Nun’Álvares (além da Nossa Senhora), foi o discurso do Rangel a comparar a construção do TGV com o fascismo, foi a dePUTAda chique do CDS a dizer que o problema foi a Revolução e que teria sido melhor se fosse antes uma evolução, etc. …
As provocações são mais que muitas, o fascismo é desculpabilizado ou exultado. Aqueles que se assumem como fascistas ainda são os que me repugnam menos. Não percebo é o que faz com que um partido que sempre me ensinaram ser um partido fascista, como demonstra ser, comemore a Revolução que terminou com o Fascismo em Portugal, e mais, deu durante dois anos o poder ao povo que, apesar de tudo, garantiu algumas das conquistas desse tempo.

23 Abril 2009

Eu acho que a culpa é do Stalin...

Todos conhecemos as mentiras que se contam acerca da União Soviética e de alguns dos seus líderes. As mais abjectas são as relativas aos milhões e milhões de supostos mortos que são propaladas com todo o furor, que basicamente são uma mistura de factos, poucos, com mentiras, invenções e estupidez pura.
Já aqui tive oportunidade de alertar para alguns factos que demonstram a tragédia que se abateu sobre a maior parte dos povos da União Soviética, desde que esta foi destruída.
Mas os nossos valorosos meios de desinformação, alienação e conformação social nunca se dignam a relatar nenhum destes factos, que amiúde vão surgindo.
Tive acesso a uma notícia da BBC, já de 15 de Janeiro, que revela o estudo de uma revista médica inglesa, The Lancet, segundo a Wikipédia “uma das mais importantes publicações científicas na área médica.” Passo então a citar, traduzindo o melhor que sei e posso, extractos dessa notícia.
“A rápida privatização em massa, que se seguiu ao fim da União Soviética, originou um aumento das taxas de mortalidade, entre os homens, apura o estudo.
Os investigadores disseram que as suas conclusões devem servir como um aviso para outras nações que estejam a iniciar uma reforma de mercado abrangente.
Os investigadores examinaram as taxas de mortalidade entre os homens em idade activa de países pós-comunistas da Europa de Leste e da antiga União Soviética, entre 1989 e 2002.
Concluíram que cerca de um milhão (1.000.000) de homens (o estudo apenas foca o sexo masculino), em idade activa, morreram devido ao choque das políticas de privatização em massa. A seguir ao desmoronamento do antigo regime Soviético, no inicio dos anos 90, pelo menos um quarto das grandes empresas estatais foram transferidas para o sector privado em apenas dois anos.
Este programa de privatizações em massa esteve associado com um aumento de 12,8% nas mortes.
Esta última análise relaciona o acréscimo da mortalidade com um aumento de 56% do desemprego, no mesmo período.”
Por outro lado, uma outra notícia revela que a Rússia é neste momento o maior consumidor mundial de heroína, com 2,5 milhões de consumidores.
Morram os povos. Viva o capitalismo.

21 Abril 2009

Os filhos da... terra

De há uns anos para cá, em todas as comemorações do 25 de Abril temos direito a uma provocação. Desta vez é a Câmara Municipal de Santa Comba Dão que parece ir inaugurar um largo com o nome do ditador fascista que oprimiu Portugal durante 40 anos, segundo parece filho da … terra. Por coincidência, nos 365 dias que tem o ano, calhou a inauguração... no dia 25 de Abril.
Enfim, no contexto de branqueamento do fascismo e dos seus agentes, que inclui transformar estes em “grandes portugueses”ou Dons Juan e a edição de livros e mais livros sobre os mesmos, até pode parecer um acto natural. Mas não é. Pode ser até que venham a arrepender-se deste tipo de provocações, feita precisamente no dia 25 de Abril.
A isto junta-se a promoção de Jaime Neves, militar que fez tudo quanto pode para fazer Portugal voltar ao que foi antes do 25 de Abril, e que agora é (novamente) agraciado por um governo PS.
Esta seria uma boa oportunidade para o PSD e PS assumirem a sua natureza, uns como fascistas recauchutados, outros como cúmplices e traidores do povo português.

Deve ser disto que se fala, quando se fala em democracia filo-fascista.

17 Abril 2009

Este blog NÃO apoia o Mayday

Mais um ano a palhaçada repete-se. Quando se aproxima o dia Um de Maio, Dia do Trabalhador, uns quantos (não sei se são muitos ou poucos) "activistas" daquilo que se chamava extrema-esquerda (duvido que o termo "esquerda" seja adequado) preparam-se para festejar o Mayday. Calculo que em inglês seja mais moderno e de confiança, portanto faz sentido festejar o Mayday em Portugal. O dia do trabalhador é que não. O que não deixa de ser coerente, porque poucos daqueles que se dedicam a isto são, ou virão alguma vez a ser, trabalhadores. Têm aliás alergia ao trabalho. São defensores dos trabalhadores, mas dos precários. Os outros no fundo são todos uns priveligiados, que até têm contratos de trabalho. Enfim, no rol de estratégias divisionistas do movimento operário ao longo dos séculos (sim, já podemos falar em séculos) esta até é das mais inofensivas. Claro que irão, uma vez mais, participar no desfile da CGTP, assim poderão dizer que eram muitos milhares. Porque não vão antes para as iniciativas dos "amarelos" parecem-me a mim muito mais condizentes com a actuação destes.
A visita a um blog da iniciativa permite ver pérolas como estas: "Dia do Trabalhador e da Trabalhadora"; e temos de nos d@r por contentes em n@o escreverem com @rrob@s, sim porque há uma grande oposição entre os direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
"...os concertos, os filmes, a música, o espaço de construção de materiais para a parada, a presença do movimento associativo, as conversas e os copos são propostas para acrescentar vozes e ideias à parada de precários e precárias do 1º de Maio."; parecem o outro que resistia ao fascismo português, mas em Paris, bebedo champagne do melhor.
"A exploração está na moda entre patrões e governos..."; O quê? Desde quando? Ainda não tinha reparado. É recente, isso?
"Vem festejar a recusa da precariedade!" A "esquerda" caviar no seu melhor.

09 Abril 2009

Eleições e ilações

Sem pretender discorrer sobre a problemática do Estado e da sua forma nos projectos de construção do Socialismo, ou se a via eleitoral pode substituir a revolução na edificação do mesmo, os acontecimentos recentes da República Moldova servem, parece-me, para tirar algumas conclusões.
Depois de o Partido Comunista da República Moldava ter ganho as eleições legislativas com quase 50% dos votos, tendo o segundo classificado pouco mais de 13%, e de a OSCE não ter verificado quaisquer irregularidades, romperam manifestações nessa antiga república da União Soviética. É este o entendimento de democracia dos outros partidos moldavos.
Apesar de não conhecer profundamente a realidade da República Moldova, não me parece que o PCRM tenha grandes condições para construir (ou reconstruir) o socialismo naquele país. O Imperialismo cerca-o por todos os lados, a parte russófona do país é independente de facto e as máfias são quem, na realidade, controla o país. Ainda assim, julgo que seria justo se dessem a oportunidade ao partido que foi reeleito para continuar a governar o país, isto se não fosse muito incómodo.
Na verdade o problema é esse. Os manifestantes actuaram com base num modelo pré-fabricado, já utilizado noutros países do leste europeu e da Ásia Central, as revoluções com nomes de flores e cores na Ucrânia, Geórgia, etc. Não me parece difícil supor que isto já se preparava há muito, para eclodir logo a seguir às eleições. Os “democratas” que invadiram, pilharam e incendiaram o parlamento moldavo agitavam bandeiras da União Europeia e da Roménia. Na Terça-Feira foi criada a “Coligação Popular Anti-Comunista” que, como é da praxe, não se identifica com nenhum partido (uma espécie de Maioria Silenciosa). Entretanto os líderes dos maiores partidos já se reuniram para concertar estratégias, e enquanto negam ter qualquer relação com o que se passa lá confessam que conseguiram evitar, com muito esforço, que os manifestantes invadissem a televisão. Estes exigem a repetição das eleições, provavelmente até que os resultados sejam os que pretendem.
Assim será difícil que alguma vez um partido com a palavra “comunista” no nome venha a poder governar num país, através da vitória em eleições burguesas. Quando tem a minoria, é óbvio, não pode governar porque não ganhou as eleições, quando tem a maioria logo o poder capitalista, nacional e internacional, intervém para salvar o país dessa desgraça. E isto não vale só para eleições, ou para vitórias de partidos comunistas. Lembremo-nos das conquistas do povo português no PREC e da reacção dos… reaccionários. Ou do Chile nos anos 70. Ou da Venezuela actualmente.
A questão da tomada e da manutenção do poder pelas forças progressistas é um tema de extraordinária importância e não me cabe a mim teorizar sobre ele. Mas tenho uma certeza: O Povo Unido, Jamais será Vencido.

22 Março 2009

Confissões

Há dias Daniel Oliveira fez o balanço do 10º aniversário do Bloco, lembrando a sua experiência pessoal.
Após contar a forma como “nasceu” próximo do PCP, como colaborou e militou nas organizações de juventude do Partido e o processo que o fez afastar-se, ideologicamente, do PCP fala também daquilo que, na minha opinião, explica o aparecimento do BE. Sendo o BE, novamente na minha opinião, uma congregação de esquerdistas (cada vez menos), sociais-democratas (cada vez mais), radicais pequeno-burgueses, activistas de causas, mais ou menos de esquerda e progressistas, mas parcelares, é também uma organização criada para, pela esquerda, causar o maior prejuízo possível àqueles que, consequentemente, se afirmaram como os verdadeiros defensores dos interesses das classes trabalhadoras e do povo português.
Isto prova-se, entre outras formas, vendo quem foram, e são, os líderes do BE. Não vale a pena falar dos extraordinários contributos (ou terão sido traições?) que o MRPP (de onde vem Fernando Rosas) deu á consolidação do processo e das conquistas revolucionárias após o 25 de Abril. Ou os do PSR, com os SUV, de onde nos chegou Louçã. Ou o PRP-BR da Isabel do Carmo. Para não falar dos bombistas que, conspurcando a data gloriosa, criaram as FP-25 de Abril. Ou de outros que, como Daniel Oliveira, saíram do PCP. De todos, é com estes que menos simpatizo.
Criar organizações para sabotar as lutas do povo português, promover acções provocatórias e aventureiristas ou iludir alguns que, à partida, estariam predispostos a lutar por uma alternativa de esquerda é aborrecido, mas sempre existiram, quando a luta de classes se agudiza. Mas actuar dentro do partido de vanguarda, marxista-leninista, manobrando de forma a quebrar a sua unidade, tanto organizativa como de ligação às massas, incentivando o revisionismo teórico, lisonjeando traições que se vão consagrando noutros países, no fundo fazer de tudo para acabar com o partido a partir de dentro é a pior atitude de todas.
E é isto que Daniel Oliveira confessa. “… eu não podia ser mais marxista-leninista. Mas os desenvolvimentos na Polónia e uma viagem que fiz à Checoslováquia tinham-me tornado, é verdade, cada vez menos pró-soviético.” A que se refere DO? Será ao Solidarnorsc, criado pelas estruturas da Igreja Católica polaca, que se tem revelado um exemplo de democracia? Como pode alguém afirmar-se marxista-leninista e apoiar a traição polaca? Só se explica com o objectivo de semear a discórdia e confusão entre os militantes do Partido na altura, num contexto que todos conhecem.
A melhor é: “Gostava de Carrillo, de Berlinguer e de Tito.” Deve faltar aqui Marchais, para o triunvirato de traidores estar completo. E esta é a mais reveladora. Daniel Oliveira, assim como outros, pretendiam que o PCP seguisse alegremente o caminho para o abismo, indicado pelos carrascos dos, outrora gloriosos, partidos comunistas italiano, francês e espanhol. Assim, hoje o povo português teria um instrumento de luta e defesa dos seus direitos tão útil quanto o PCF, PCE ou o que sobra do PCI. Uma coisa é certa, caso a traição tivesse triunfado em Portugal, hoje não seria necessária a existência de um Bloco de Esquerda. Gostar de Berlinguer significa saber tudo o que ele fez, disse (“Io voglio che l'Italia non esca dal Patto Atlantico... Mi sento piu' sicuro stando di qua.”) e quais as repercussões que isso teve para a esquerda italiana e europeia.
“Acompanhei com esperança e imensas ilusões a Perestroika de Gorbachev. Mas quando o PCP apoiou o golpe dos ortodoxos aconteceu o afastamento emocional (que no caso do PCP nunca é fácil) definitivo.” Daqui nem sei por onde começar, não admito que alguém se diga de “esquerda” e acompanhe com “esperança e ilusões” as acções do traidor-mor e vendedor de relógios de luxo Gorbachev, compagnon de route de Thatcher, Reagan e João Paulo II, e será que DO esperava que o PCP também apoiasse essa traição?
“O Bloco começou a nascer com a queda do Muro…”. Fora as considerações acerca da utilidade e da discutível inteligência da construção do Muro de Berlim, a sua queda representa o fim dos muitos problemas e erros com que se debatiam a União Soviética e os países de Leste, mas representa também o fim das experiencias que levaram mais fundo a construção de uma alternativa socialista, o fim da existência de um bloco anti-imperialista e o fim das conquistas extraordinárias desses povos. Assim se vê que o BE não passa de uma nova modalidade do imenso rol de traições, herdeiro de muitas delas.

Personas non gratas

O deputado do Parlamento inglês George Galloway foi considerado persona non grata pelo governo canadiano. Qual foi desta vez o crime de Galloway? Organizar um comboio de ajuda ao povo da Faixa de Gaza, depois da agressão infame de que foi vitima por parte de Israel. Claro que o governo do Canadá o considera um perigoso terrorista, pelo facto de ter feito chegar a Gaza roupas e medicamentos.

16 Março 2009

Confirma-se: Sócrates está doido

«O sindicalismo livre de tutelas partidárias serve os interesses de Portugal», disse José Sócrates, no encerramento do 5º congresso da Tendência Sindical Socialista da UGT.

O primeiro-ministro, que esteve no congresso na qualidade de secretário-geral do PS, felicitou João Proença pela reeleição na liderança da tendência.

«O PS orgulha-se dos que sendo do Partido Socialista fazem um sindicalismo livre, moderno, que faz propostas e que defende os trabalhadores», afirmou o chefe do Executivo.

Figli della stessa rabbia



Que o legado de Farabundo Marti se cumpra

13 Março 2009

História (não oficial)

Todos sabemos que existe uma História boa e uma História má. A História boa é aquela que serve os interesses da classe dominante, serve para transmitir a sua ideologia e legitimá-la enquanto classe dominante.
Todos os factos que contradigam a versão oficial da História são abafados, especialmente se vierem pôr em causa a gigantesca campanha de diabolização da União Soviética, que nasceu ao mesmo tempo que a própria Revolução. Ciclicamente são “descobertas” novas embustices sobre a URSS que são veiculadas com grande fervor pelos meios de comunicação social.
Já os factos que ajudam a provar a verdade, nomeadamente que a URSS foi sempre uma defensora da paz entre todos os povos, vítima das mais infames e brutais agressões (pelas quais foi, muitas vezes responsabilizada) e que sempre esteve disposta a colaborar com as potências capitalistas para o prosseguimento de uma política de paz (apesar das divergências politicas) quando revelados nos média, são-no de forma tímida e furtiva.
Se soubéssemos que a URSS propôs aos governos da Inglaterra e da França, duas semanas antes do inicio da II Guerra Mundial o ataque à Alemanha Nazi, comprometendo-se a enviar um milhão de homens e uma força considerável de artilharia e que a França e Inglaterra não se dignaram sequer a responder, com certeza seria um facto que ajudaria a perceber que na realidade as potências Imperialistas “democráticas” sempre esperaram que Hitler atacasse a URSS, dando-lhe assim o seu “espaço vital” e destruindo a pátria dos Sovietes.
A restante Historia é conhecida. A guerra, que podia ter sido evitada não fosse a hipocrisia e ódio de classe dos governos burgueses á União Soviética, foi ganha pelos povos, com muitos milhões de mortos e sofrimentos indizíveis, sendo que a URSS destruiu 85% da máquina de guerra Nazi.

Aquela notícia que referi está aqui.

Uribe, Presidente do Povo

O Presidente da Colômbia reuniu, no inicio da semana, com alguns dos maiores milionários da América Latina. Sendo a Colômbia um dos países do Mundo onde a luta de classes se tem manifestado de forma mais aguda nos últimos anos, os líderes do país não se coíbem de demonstrar que o Estado colombiano é um instrumento totalmente ao serviço do Capital nacional e internacional.
Assim Álvaro Uribe apelou ao investimento destes milionários no seu país, que é o mesmo que dizer que têm carta-branca para explorar o povo e os recursos naturais do país. Mais. Apelou aos desgraçados dos especuladores que perderam dinheiro com a fraude Madoff para levarem os seus capitais para a Colômbia onde, acredito, estarão a salvo de impostos e poderão continuar a desenvolver as suas actividades especulativas e explorar os trabalhadores e povo colombiano.
Certo é que o povo colombiano vencerá, com o apoio das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia - Exército Popular e com o apoio internacional de todos os progressistas.
Morte ao Fascismo na Colômbia!

Notícia aqui.

08 Março 2009

Viva o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher

07 Março 2009

Última Hora

O ódio profundo das classes parasitárias ao sonho da instauração de uma sociedade Comunista tem originado as maiores barbaridades, crimes e mentiras. Josif Vissariónovich Djugashvíli tem sido vítima das maiores maquinações, mentiras e deturpações da História. Tanto que hoje até fica mal defender o seu legado, os triunfos que os povos soviéticos conseguiram nos anos em que liderou a URSS, a vitória sobre o capitalismo nazi-fascista. O seu nome tornou-se um adjectivo que descreve as maiores atrocidades. Há até muitos comunistas que rejeitam o legado de Stalin. Mas comigo não contam para colaborar numa das maiores injustiças que conheço.
É natural que todo o aparelho ideológico do Capitalismo tenha, desde os anos 30, sido recrutado para denegrir a imagem de Stalin. Se o ódio e incompatibilidade do Capitalismo com o sonho do Comunismo é tão grande, imagine-se quando este se depara com um projecto socialista que avança a passos larguíssimos, não só na construção do socialismo como na edificação de uma potência enorme, a todos os títulos.
A máquina de guerra nazi, criada com o intuito de destruir esse projecto foi derrotada, à custa de milhões de vítimas. Mas as mentiras criadas por Goebbels ainda circulam. Antes e depois do Ministro da Propaganda nazi muitos se dedicaram a deturpar a verdade sobre Stalin, como Trotsky, Solzhenistsyn ou Conquest. Muitas das mentiras estão hoje desmascaradas, como aquela do chamado “Holomodor”, que foi provado ter sido fabricado por ucranianos reaccionários e colaboradores dos nazis.
Aquilo que conheço do contributo teórico de Stalin é suficiente para supor que o próprio, posto perante o problema das fabricações de que foi vitima, defenderia que as energias que se haviam de gastar a repor a verdade histórica seriam melhor gastas a lutar por aquilo que ele lutou.
É óbvio também que não se podem negar, nem há qualquer vantagem nisso pois só a verdade é revolucionária, os erros e excessos cometidos. Nem se pode achar que um homem conhecido por Stalin (homem de aço), que atravessou e viveu três guerras (as duas mundiais e a civil russa) e varias revoluções tenha tido uma vida pacata e sem usar a força. E quem acreditar que é possível construir o socialismo sem responder violentamente à violenta reacção capitalista ou é utópico ou capitalista.
A melhor forma que tenho de ilustrar as mentiras inventadas acerca da URSS e de Stalin é a notícia de “Última hora” do jornal franquista ABC, de 21 de Março de 1976 que citando Solzhenistsyn diz terem morrido 110 milhões de russos vitimas do socialismo. Se juntarmos os ucranianos, bielorrussos, bálticos, cazaques, uzbeques, moldavos, tártaros, quirguizes e outras nacionalidades da URSS a cifra deverá ultrapassar o número de habitantes da União. Não deixa de ser uma proeza conseguir matar mais pessoas do que a população da União.





05 Março 2009

5 de Março de 1943



A partir dos 5 minutos e 30 segundos deste video pode-se ouvir a canção dos Stormy Six em honra dos trabalhadores revoltados em 5 de Março de 1943, em Itália.

Cinque di Marzo del Quarantatré
nel fango le armate del Duce e del re
gli alpini che muoiono traditi lungo il Don

Cento operai in ogni officina
aspettano il suono della sirena
rimbomba la fabbrica di macchine e motori
più forte il silenzio di mille lavoratori
e poi quando è l'ora depongono gli arnesi
comincia il primo sciopero nelle fabbriche torinesi

E corre qua e là un ragazzo a dar la voce
si ferma un'altra fabbrica, altre braccia vanno in croce
e squillano ostinati i telefoni in questura
un gerarca fa l'impavido ma comincia a aver paura

Grandi promesse, la patria e l'impero
sempre più donne vestite di nero
allarmi che suonano in macerie le città

Quindici Marzo il giornale è a Milano
rilancia l'appello il PCI clandestino
gli sbirri controllano fan finta di sapere
si accende la boria delle camicie nere
ma poi quando è l'ora si spengono gli ardori
perché scendono in sciopero centomila lavoratori

Arriva una squadraccia armata di bastone
fan dietro fronte subito sotto i colpi del mattone
e come a Stalingrado i nazisti son crollati
alla Breda rossa in sciopero i fascisti son scappati